"O Amor Que Eu Deveria Ter Deixado Pra Trás" Capítulo 1
No dia do nosso quinto aniversário de casamento, eu descobri que Lucas estava me traindo.
O bolo que eu segurava caiu no chão no mesmo instante. Fiquei paralisada por alguns segundos antes de conseguir voltar a mim.
Lucas saiu de um hotel de mãos dadas com uma mulher. Quando finalmente consegui enxergar direito… percebi que era a secretária dele.
Marina Alves.
Ela envolveu o pescoço dele com os braços, fazendo charme:
— Lucas, você me ama?
Ele sorriu com ternura, afastando delicadamente a franja do rosto dela:
— Amo… claro que amo você.
— Vou te amar pra sempre.
Marina sorriu como se tivesse provado mel, se jogando nos braços dele.
Eu fiquei ali, atônita, como se todo o meu mundo tivesse sido arrancado de mim.
Franzi o cenho e comecei a andar na direção deles, mas uma funcionária da loja me barrou:
— Srta. Helena, seu bolo caiu… quer que eu faça outro pra você?
Engoli o choro e respondi:
— Não precisa.
Mas ela falou alto demais.
Lucas virou o rosto… e nossos olhares se cruzaram.
Naquele instante, ele entrou em pânico. Empurrou Marina para longe e correu até mim, perdido, sem saber o que fazer.
— Lena… não é o que você está pensando! Eu só estava comemorando o aniversário dela.
— Não tem nada entre a gente, acredita em mim!
Olhei para aquele homem que mentia sem nem hesitar…
E dei um tapa forte no rosto dele.
— Srta. Helena, com que direito você bate nele? — Marina se colocou à frente dele, me encarando.
Eu a encarei de cima a baixo e soltei um riso frio:
— Srta. Marina… você tem tanto orgulho assim de ser amante?
Lucas a puxou para trás, protegendo-a. E me olhou com um olhar… que eu nunca tinha visto antes.
— Lena… se quiser bater, bate em mim. A Marina não tem culpa.
Aquele homem que um dia me amou com tudo o que tinha…
Agora, estava diante de mim, defendendo outra mulher.
Eu o encarei friamente, elevando a voz:
— Divórcio.
Lucas tentou correr atrás de mim, mas Marina o segurou.
Eu fiz o possível para não chorar… mas as lágrimas simplesmente não paravam de cair.
—
Ruuuum… RUUUUM…
De repente, o céu escureceu, tomado por nuvens pesadas.
Um relâmpago rasgou o céu, seguido de um trovão seco — e, em segundos, uma chuva torrencial começou a cair.
As pessoas corriam para se proteger…
Só eu fiquei ali, parada no meio da chuva, completamente encharcada… como se tivesse sido abandonada pelo mundo inteiro.
Lucas e eu crescemos juntos.
Nossas famílias sempre foram muito próximas.
Quando tínhamos dez anos, os pais dele o deixaram morando na minha casa.
No dia em que meu pai o trouxe, ele chorava sem parar, com o rosto todo molhado de lágrimas e nariz escorrendo.
Fiquei olhando aquele menino chorão por um bom tempo… até me irritar com o barulho.
Então abracei meu ursinho de pelúcia favorito e o entreguei a ele, dando um leve tapinha em seu ombro:
— Não chora mais… a partir de agora, eu fico com você.
Como mágica, o pequeno Lucas parou de chorar.
Depois disso, ele passou a me seguir para todo lado, como um filhote.
Até o dia em que eu me apaixonei pelo melhor amigo dele.
Ele ficou abalado… mas mesmo assim, me desejou felicidade de verdade.
Ele nunca disse que me amava.
Mas tudo o que fazia por mim… deixava isso claro.
Ele era capaz de largar o basquete que tanto amava por minha causa.
Era capaz até de machucar alguém gravemente para me defender… e acabou sendo detido por isso.
Se não fosse por hoje… nosso quinto aniversário…
Se eu não tivesse saído para comprar aquele bolo…
Eu nunca teria descoberto a traição dele.
Meus pensamentos voltaram ao presente.
Uma sombra caiu sobre mim — uma sombrinha preta.
— Lena…
Levantei o olhar… e vi Lucas, com os olhos vermelhos, parado diante de mim.
A voz dele estava rouca, tremendo levemente:
— Não vamos nos divorciar… por favor…
— Foi só um impulso… você pode me perdoar?
Eu levantei a mão e empurrei o guarda-chuva dele para o lado, afastando-o com frieza:
— Some. Não encosta em mim.
Os olhos dele estavam vermelhos, mas nenhuma lágrima caía.
De repente, ele me puxou para um abraço, repetindo sem parar:
— Me desculpa… por favor, me perdoa… me perdoa…
Eu o empurrei com força e disse, pausadamente:
— Lucas… eu nunca vou te perdoar.
E virei as costas, saindo dali.
Talvez por causa da intensidade das emoções…
Meu corpo perdeu o equilíbrio de repente.
Tudo ficou escuro diante dos meus olhos…
E eu desmaiei.
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