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"The Alpha's Demise" Chapter 1

 Chapter 1: The Fallen General

A chuva torrencial do Rio de Janeiro desabava sobre os contêineres enferrujados do Porto de Cais do Cais, misturando o cheiro de sal e óleo com o odor da graxa queimada.

Forçado a ajoelhar-se na lama gelada, o ex-comandante Kaelen Sokolov rangia os dentes enquanto as amarras de titânio cortavam os seus pulsos.

O corpo do antigo prodígio das forças especiais da Europa Oriental ardia em uma febre desconhecida e humilhante, provocada pelo veneno genético que destruíra sua biologia.

Sua mente militar e fria lutava para processar o colapso de seu próprio sistema nervoso, incapaz de aceitar a perda brutal de seu status de Alpha.

"Olhe para o chão, seu verme!" rosnou um dos mercenários, cravando a bota pesada entre as escápulas de Kaelen para empurrá-lo contra o concreto molhado.

Kaelen cuspiu a água da chuva misturada com sangue, erguendo o rosto empalidecido para encarar o homem que o vendera como uma mercadoria exótica.

"Você devia ter me matado na Europa, Dmitry," disse Kaelen, com a voz rouca e entrecortada pela respiração entrecortada.

Dmitry Voronov deu uma tragada lenta no charuto de luxo, protegido por um guarda-chuva sustentado por dois jagunços armados até os dentes.

"E rasgar o contrato mais lucrativo da minha vida, meu caro sobrinho?" debochou Dmitry, soltando uma fumaça densa no ar úmido. "O mercado internacional paga fortunas por um espécime modificado como você."

"Você é uma desgraça para o nome dos Sokolov," cuspiu Kaelen, os olhos冰蓝 (azul-glacial) queimando com uma promessa silenciosa de tortura e morte.

"O nome Sokolov não paga as minhas dívidas com o cartel," respondeu Dmitry, olhando para o relógio de ouro em seu pulso. "E o nosso comprador é alguém que você conhece muito bem."

Antes que Kaelen pudesse questionar as palavras do tio, os faróis amarelados de um comboio de SUVs blindados cortaram a névoa escura do porto.

Os veículos estacionaram em uma formação semi-circular perfeita, bloqueando qualquer rota de fuga do galpão abandonado.

A porta traseira do veículo principal abriu-se, e o som de sapatos de couro italiano estalando sobre a poça d'água fez os mercenários congelarem em respeito.

A aura avassaladora de um Alpha dominante inundou o ambiente, carregada com o perfume denso de madeira queimada e pólvora.

Rafael "Rafe" Cruz emergiu da penumbra, vestindo um terno escuro feito sob medida que moldava seus ombros largos e porte de predador.

A visão do chefe do Sindicato do Rio fez o sangue de Kaelen gelar e fever simultaneamente dentro de suas veias fragilizadas.

"Você pontual como sempre, Dmitry," disse Rafe, com a voz grave e suave ressoando como um trovão distante no galpão.

"O carregamento está pronto, Don Cruz," disse Dmitry, curvando a cabeça com uma servidão gananciosa. "O ex-comandante das forças especiais, devidamente neutralizado e pronto para servir."

Rafe ignorou completamente a presença do velho mercenário, caminhando devagar em direção à figura ajoelhada na lama.

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Os olhos cor de琥珀 (âmbar-dourado) de Rafe fixaram-se em Kaelen, devorando a imagem do rival desarmado com uma voracidade sombria e obsessiva.

"Nos encontramos de novo, comandante," murmurou Rafe, parando a poucos centímetros do corpo trêmulo do jovem de cabelos prateados.

"Atire em mim de uma vez, Cruz," disse Kaelen, encarando o rival com uma altivez inabalável que desafiava sua própria fraqueza física.

"E estragar o meu prêmio de guerra mais precioso?" respondeu Rafe, abrindo um sorriso perigoso e terrivelmente atraente.

Com um gesto rápido de Mateo, o assistente de confiança de Rafe, uma caixa de veludo preto foi entregue às mãos do Don do Rio.

Rafe abriu a caixa, revelando um colar tático de titânio escuro, esculpido com travas eletrônicas e detalhes em ouro puro.

A visão do artefato de submissão acendeu o último vestígio de fúria militar no peito arruinado do ex-comandante.

"Você vai ter que rasgar a minha garganta para colocar essa aberração no meu pescoço," rosnou Kaelen, tentando se erguer das correntes.

"Eu sempre preferi quando você luta, Kaelen," sussurrou Rafe, ajoelhando-se na lama para ficar na mesma altura do rival.

Quando Rafe estendeu as mãos para prender a fivela metálica ao redor da nuca de Kaelen, o instinto de sobrevivência do ex-Alpha explodiu.

Mesmo com os pulsos amarrados e o corpo em colapso pela febre, Kaelen projetou o corpo para a frente com a velocidade de uma víbora.

A agulha oculta de titânio que Kaelen mantinha escondida sob a manga rasgada cortou o ar em um movimento cirúrgico e desesperado.

A lâmina improvisada rasgou a pele da bochecha direita de Rafe, abrindo um corte fino do qual o sangue vermelho-escuro começou a brotar.

Mateo e os guardas sacaram as pistolas instantaneamente, apontando os canos de aço diretamente para a cabeça de Kaelen.

"Abaixem as armas!" ordenou Rafe, levantando a mão sem sequer desviar o olhar dos olhos azuis e selvagens de seu prisioneiro.

Rafe passou os dedos pela ferida na bochecha, observando o próprio sangue na ponta dos dedos antes de levar a mão à boca e prová-lo devagar.

O olhar do chefe da máfia não carregava raiva ou surpresa, apenas uma delícia sádica e uma fascinação doentia pela ferocidade de Kaelen.

"Ainda tem garras, meu pequeno general," murmurou Rafe, segurando a nuca de Kaelen com uma força esmagadora que paralisou os movimentos do rival.

Com um estalo seco e metálico que ecoou pelo porto silencioso, Rafe trancou o colar de titânio ao redor do pescoço pálido do ex-comandante.

O contato da liga fria com a pele quente de Kaelen enviou um choque elétrico suave por seus nervos, selando sua nova condição de prisioneiro.

Kaelen mordeu o próprio lábio inferior com tanta força que o sangue jorrou, recusando-se a soltar um único gemido de dor diante de seu algoz.

Dmitry sorriu ao ver a cena, estendendo a mão para receber a maleta contendo o pagamento pela venda do próprio sobrinho.

"Ele é todo seu, Don Cruz," disse Dmitry, recuando em direção aos seus homens com a ganância brilhando nos olhos pequenos. "Apenas tome cuidado, o veneno ainda está alterando o DNA dele."

Rafe nem sequer olhou para o velho, concentrando toda a sua atenção no homem que agora respirava pesadamente a seus pés.

O odor de rosa gélida e neve que emanava da pele de Kaelen lutava contra a névoa do porto, misturando-se inevitavelmente ao perfume de Rafe.

Kaelen sentiu a cabeça girar enquanto o teto do galpão parecia desmoronar sobre sua consciência, vitimado pelo esgotamento físico brutal.

Antes que o ex-comandante colapsasse totalmente contra o chão molhado, Rafe amparou o corpo pesado do rival contra seu peito largo.

Rafe ergueu a mão ensanguentada, pressionando o polegar marcado pelo corte direto sobre o lábio inferior ferido de Kaelen, sujando a boca do prisioneiro com seu próprio sangue.

"Ajoelhado na minha frente, coberto de sangue e usando a minha marca," sussurrou Rafe, aproximando o rosto do ouvido de Kaelen até que suas respirações se cruzassem.

Kaelen tentou desviar a cabeça, mas a falta de ar e a paralisia biológica do veneno roubaram os últimos resquícios de sua força motora.

"Bem-vindo à sua nova casa, general," declarou Rafe, erguendo o prisioneiro nos braços como se ele não pesasse nada, caminhando em direção ao carro blindado sob a chuva torrencial do Rio de Janeiro.

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