"The Alpha's Demise" Chapter 3
Chapter 3: Pheromone Siege
A noite seguinte no Alto da Boa Vista trouxe uma tempestade abafada, cobrindo as janelas da mansão com uma névoa espessa e densa.
No interior do quarto trancado, o silêncio foi quebrado por um gemido sufocado que Kaelen tentou, em vão, engolir contra o travesseiro.
O veneno genético no sangue do ex-comandante atingiu uma fase crítica, desencadeando sua primeira crise violenta de febre e desequilíbrio biológico.
O calor corrosivo queimava suas entranhas de dentro para fora, fazendo a pele pálida ficar coberta por uma camada fina de suor frio.
Desesperado para manter o controle e recusando-se a soltar um único pedido de socorro, Kaelen rastejou para fora da cama em direção ao banheiro adjacente.
Ele arrastou-se pelo chão de mármore até o box de vidro, trancando a porta pesada por dentro com a trava de emergência.
Com os dedos trêmulos, Kaelen girou a torneira da ducha no limite máximo, deixando a água gelada lavar seu corpo e suas roupas táticas.
O impacto da água fria contra a pele escaldante trouxe um alívio momentâneo, mas a febre neurológica continuava a se alastrar sem piedade.
A dor na região da nuca tornou-se insuportável, um formigamento torturante na glandula recém-modificada que quase o levou à loucura.
Sem conseguir raciocinar direito, Kaelen ergueu as mãos e cravou as próprias unhas no tecido sensível da nuca, tentando arrancar a pele ao redor do colar de titânio para estancar a coceira biológica.
O sangue vermelho-vivo começou a escorrer entre seus dedos, misturando-se à água da chuva que corria pelo ralo do banheiro.
No corredor, a quebra de parâmetros vitais registrada pelos sensores do colar soou um alarme silencioso no painel do escritório de Rafe.
Sem hesitar, o Don do Rio atravessou o corredor em passos largos, arrombando a porta do quarto e encontrando o banheiro trancado por dentro.
"Kaelen! Abra esta porta agora!" ordenou Rafe, esmurrando a madeira reforçada com força bruta.
Diante do silêncio e do som contínuo da água caindo, Rafe recuou dois passos e desferiu um chute brutal contra a fechadura, destruindo a estrutura de madeira.
A porta cedeu com um estrondo, e a visão no interior do banheiro fez o sangue do mafioso congelar nas veias.
Kaelen estava encolhido sob o jato de água congelante, o corpo trêmulo banhado em sangue e o perfume sufocado de rosa gélida impregnando o ar úmido do ambiente.
Os olhos ice-blue do prisioneiro estavam desfocados pela febre, e suas unhas continuavam a rasgar a própria pele atrás do pescoço em um ato de puro desespero.
"O que você está fazendo com você mesmo, seu louco?" rosnou Rafe, invadindo o box sem se importar com a água que encharcava seu terno caro.
"Afastar-se de mim, Cruz!" gritou Kaelen, tentando empurrá-lo com os braços fracos enquanto a água jorrava sobre os dois.
Rafe avançou sem recuar um milímetro, segurando os pulsos sangrentos de Kaelen e prendendo-os com firmeza contra a parede de azulejos frios.
ADVERTISEMENT
"Solte as minhas mãos! Me deixa morrer!" vociferou o ex-comandante, debatendo-se como uma fera encurralada.
"Você não vai morrer no meu banheiro, general," declarou Rafe, cravando o olhar dourado no rosto pálido do rival.
Percebendo que o sistema nervoso de Kaelen estava à beira de um colapso irreversível, Rafe liberou uma onda concentrada de seus próprios feromônios de madeira queimada e pólvora.
O cheiro denso e dominante do Alpha inundou o box saturado de vapor, colidindo diretamente com o aroma descontrolado de rosa gélida.
O impacto biológico foi imediato e avassalador, fazendo o corpo de Kaelen paralisar instantaneamente enquanto a crise neurológica começava a ceder sob o domínio do perfume de Rafe.
Kaelen soltou um arfada profunda, as pupilas dilatando-se ao sentir a invasão do aroma do rival acalmar a febre e diminuir a dor dilacerante da glandula.
"Não... não faz isso..." suplicou Kaelen, em um sussurro quebrado, odiando a facilidade com que seu novo organismo reagia à presença de Rafe.
"Cale a boca e respire," ordenou Rafe, aproximando o rosto do pescoço ensanguentado do prisioneiro.
Rafe inclinou a cabeça e pressionou os lábios diretamente contra a pele ferida ao lado do colar, liberando uma quantidade ainda maior de informação biológica para estabilizá-lo.
Acontecera a primeira pacificação temporária de feromônios, uma carícia biológica sem mordida definitiva que enviou uma onda de alívio puro e avassalador por todo o corpo de Kaelen.
O ex-comandante soltou um suspiro involuntário, e toda a resistência física de seus músculos ruiu de uma só vez.
A água gelada continuava a cair sobre eles, mas o calor abrasador dentro do peito de Kaelen finalmente começou a baixar para níveis suportáveis.
A porta da mansão abriu-se no andar de baixo, e passos apressados subiram as escadas até o corredor do quarto principal.
A Dra. Helena Rossi, médica de confiança do império de Rafe, entrou no banheiro segurando um maleta cirúrgica e um scanner biométrico.
"Don Cruz! O alarme biométrico indicou um choque anafilático severo!" anunciou Helena, parando à porta do banheiro encharcado.
Ao ver a cena do chefe da máfia ajoelhado na água segurando o prisioneiro desacordado no colo, a médica Beta rapidamente ligou o scanner e apontou para o pescoço de Kaelen.
"O que está acontecendo com ele, Dra. Rossi?" perguntou Rafe, mantendo o corpo de Kaelen firme contra o peito enquanto a médica inspecionava os dados na tela.
"É inacreditável," murmurou Helena, ajustando os óculos e observando os gráficos de degradação celular no monitor portátil. "O veneno genético estava destruindo os neurônios dele em ritmo acelerado."
"E agora?" questionou Rafe, a voz grave carregada de uma autoridade perigosa.
"O contato direto e a saturação dos seus feromônios estabilizaram a contagem de glóbulos brancos," explicou a médica, visivelmente impressionada. "A taxa de necrose celular caiu quase oitenta por cento em questão de minutos."
Rafe olhou para o rosto adormecido do prisioneiro em seus braços, notando como a respiração de Kaelen finalmente se tornara calma e ritmada.
ADVERTISEMENT
"Isso significa que a compatibilidade biológica de vocês dois é quase perfeita," concluiu Helena, desligando o equipamento. "Seus feromônios são a única coisa que impede o organismo dele de entrar em falência múltipla de órgãos."
"Aperte os curativos no pescoço dele e limpe esses cortes," instruiu Rafe, desligando o chuveiro e erguendo Kaelen nos braços.
Rafe carregou o ex-comandante molhado para fora do banheiro, deitando-o sobre a cama e cobrindo-o com lençóis limpos enquanto Helena cuidava das feridas na nuca.
Após a médica aplicar os antissépticos e se retirar do quarto, o silêncio retornou ao ambiente, quebrado apenas pelo som distante da tempestade fora da mansão.
Rafe sentou-se na borda do leito, observando os cabelos prateados de Kaelen secarem devagar contra o travesseiro.
Devagar, os olhos azuis de Kaelen se abriram, ainda enevoados pelo cansaço extremo e pela ressaca da crise biológica.
Ele percebeu imediatamente que a dor havia desaparecido e que o peito de Rafe estava a poucos centímetros de seu rosto, exalando aquele perfume acolhedor.
Incapaz de erguer os braços ou mover o corpo exausto, Kaelen inclinou a cabeça para a frente com o resto de força que lhe sobrava.
Kaelen encostou a testa no peito de Rafe e abriu a boca, cravando os dentes com fraqueza sobre a pele firme da clavícula do mafioso.
A mordida sem força não chegou a furar a pele, parecendo mais uma demonstração patética e teimosa de rivalidade do que um ataque real.
"Eu vou... matar você..." murmurou Kaelen, contra a pele quente de Rafe, a voz falhando em um sussurro quase inaudível antes de adormecer novamente.
Rafe soltou uma risada baixa e quase imperceptível, passando a mão pesada pelos cabelos prateados e molhados do ex-comandante.
"Tente descansar um pouco, general," sussurrou Rafe, acomodando o corpo do rival em seus braços e permanecendo ali durante o resto da noite.
ADVERTISEMENT
You May Also Like
-
CompletedChapter 12
Breaking the Ties of Love
Five years of marriage, five years of hell. Clara loved Xavier with every fiber of her being, but to him, she was nothing but a criminal—the monster who supposedly ruined his lover and crippled his sister. Locked away in a cold basement, Clara endured endless torment as penance for sins she never committed. But when the truth finally surfaces, Xavier falls to his knees, begging for a second chance. Too late. The Clara who loved him is already dead, and she is ready to walk into the darkness to escape him forever.Possessive Love|Love After Marriage|Second Chance|BE16.6k words5 53 -
CompletedChapter 12
Unloving You: A Rebirth of Letting Go
In his past life, Julian spent ten years chasing a woman who saw him only as a burden. He ruined her happiness, and in the end, she died saving him. Given a miraculous second chance, Julian wakes up on the very day of his 56th failed confession. This time, instead of flowers and pleading, he hands the bouquet to the man she truly loves. "I'm letting you go, Scarlett," he whispers. But as Julian packs his bags to disappear forever, the cold and powerful Scarlett begins to feel a suffocating panic. Why is the boy who once worshipped her now looking at her with such indifferent eyes?Glow-Up|Possessive Love|Fake Relationship|OE17.0k words5 65 -
CompletedChapter 13
The 999th Night: From Lovers to Strangers
After 999 nights of passion, Selina thought she was Julian's world. But to him, she was just a "placeholder" to kill time until his true love, Nina, returned. When a car crash forced him to choose, he protected Nina without a second thought, leaving Selina bleeding in the rain. Heartbroken and finally awake, Selina decides to vanish from his life forever. She books a one-way ticket across the ocean, leaving behind a decade of devotion. When Julian finally realizes that he can't live without his "shadow," all he finds is an empty house and a cold goodbye.Possessive Love|Second Chance|OE18.7k words5 56 -
CompletedChapter 16
The Profiler's Broken Silence
Clara was the most brilliant criminal profiler in the city, gifted with the power to expose any monster with her sketches. But her world shatters when her own husband, Sebastian, betrays her to protect the man who destroyed her family. After her hands are broken and her loved ones are gone, Clara realizes that love was just a gilded cage. Now, she doesn't want his apologies—she wants his downfall.Glow-Up|Possessive Love|Second Chance|BE17.9k words5 111